By mapeia

casa 6: EIA no Glicério, quarta feira, 10.12

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no Ay Carmela! conversando em roda: guto citrangulo, alguém que não reconheço, Gisella, Thiago, Jaime, Milan, el Che, Marina,

Vanessa, Edu, Milena e Mariana.

dsc05893esse é o Eric, que gentilmente nos guiou pelo Glicério.

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o Projeto Cor da Rua, oficina escola que trabalha com jovens da região com foco na produção de objetos a partir de material reciclável. Esse material é vendido e isso parcialmente mantém o projeto.

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essa imagem ficou na minha cabeça por um tempo.

Thiago

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dsc05863batendo um papo com a Edy

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dsc05866dsc05864e daí para a Associação Minha Casa Minha Rua, e mais conversa. todos tinha muito prazer de falar sobre o que faziam.

eles lutam contra o modelo hegemônico assistencialista, e sabem que é duro.

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os bonecos do Cedeca estiveram conosco

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depois do almoço fomos a Cooperativa de Catadores do Glicério. existem mais de uma cooperativa lá, além dos que são catadores  independentes. estes conseguem menos por seu material do que os organizados.

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a Cooperativa é ligada ao Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis

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a reciclágem do óleo

A Cooper Glicério é parceira do hospital Bandeirantes na campanha de reciclagem de óleo usado de cozinha para fabricação de biodiesel. A cooperativa também faz a coleta de materiais como lata, plástico, vidro, metal ferroso e não ferroso, papel e papelão.

cooperglicerio@ig.com.br

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sistema cooperativo – a organização gera melhor negociação

imagem-121 Bispo

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Na época da Marta era melhor, hoje em dia o plano é remover toda a população existente sob o viaduto para um lugar perto do Anhembi.

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jardinzinho esquema

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no EIA 2005 já havíamos realizado um trabalho com esta mesma cooperativa, junto ao Grupo Pardieiro, de Recife.

Ver mensagem “Grupo Pardieiro – Outmídia“,

no endereço http://eia05.zip.net/arch2005-12-01_2005-12-31.html#2005_12-07_23_38_14-9890192-0.

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procuro o centro

Quarta-feira de manhã eu acordei um tanto quanto estranho (deve ser por lembrar que ainda tinha que ir para aula). Meu corpo todo dói, minha barriga faz barrulhos bizarros, e dói como nunca tinha doido antes (será que estou nervoso? pensei eu, depois relaxei e deixei o dia correr).

Pego o onibus para ir para a aula (como tinha me esquecido que o ônibus das 6h30 é tão cheio de gente e ao mesmo tempo bem vazio de vida). Comecei a ficar mais triste ainda (pareceia que estava pesado, ou em um pesadelo). Trânsito no final da cerro corá, e no ocmeço da heitor (meu deus vou chegar atrasado e ela vai me dar falta – droga não posso mais faltar). Chego na aula super ofegante e com falta de ar (a dor de barriga só aumenta), para ouvir que não preciso ficar por lá, pois não vai ter aula (ai que raiva, meus traços de civilidade estavam indo embora). Entro no buteco e penso em pedir uma cerveja (daí a minha barriga grita e me lembra que está dodói). Peso então um suco me melância com gengibre e um pão na chapa. Fico mais calmo (caraca como é bom tomar suco de melância logo pela manhã). Tomo o caminho do metro pra ir para o ay carmela. Quase chegando no metro lembro que tinha que mandar algumas orientações de como chegar na casa da milnea para a julia e para a joana (elas chegariam na dia seguinte e ainda não tinha feito isso). Chegando no computador abro o e-mail do EIA e vejop que já tinha mandado essas informações na noite anterior do computador da Flor ( deve ser o sono que me fez ficar esquecido). Vejo que ainda tenho tempo de sobra e desisto de ir de metro e vou de ônibus. Chego na praça da Sé por volta de 10h30 e me encaminho para o ay carmela. No caminho me deparo com várias situações nas quais imagino vários vídeos (foi a primeira vez na semana que tinha vontade de fazer algo que se parecia com o trabalho que sempre faço, me senti estranho e feliz). Continuei caminhando, pois tinha que chegar às 11h. Chegando no ay carmela vejo alguns bonecos na rua e fico intrigado (ahhh!!! são os bonecos do cedeca. caralho como eles são bem feitos, dá até medo). Continuo feliz e agora mais rápido, pois quero chegar logo e abraçar as pessoas. Chegando na porta do ay encontro com o Eric, o Tiago e o Tim (reluzente; como é bom abraça-lo e sentir toda aquela força de vontade, e todo aquele sentimento). Me dá água (é a priemria coisa que consigo falar para o Eric), ele me mostrou onde tinha água, mais eu não achei os copos (daí lembrei que não tinha trago a caneca, puta cabeção não?). Daí surgue o Tiago do nada com a sua canqeuinha ele bebe água e depois me empresta para que eu posso matar a minha sede. Nesse momento escutamos o barrulho da kombi (puta barrulho que durante esses dias representava a felicidade e a vontade). Saio para fora e vejo todos os sorrisos (parecia que só existiam sorrisos flutuando).

– Estaciona a kombi aqui mesmo.
– Saco não pode só pode parar.
-Tá bom, vamos colocar do outro lado da rua.
– Agora vamos entrar para conversarmos um pouco
– Aí to com fome.
– Leva as frutas.
– Tá bom.

Entramos colocamos as cadeiras em circulo e começamos a falar do roteiro e das condiçõe do entorno (heheh o che guevarra estava lá também, nos lembrando para endurecer, mais sem perder a ternura). Temos que estar preparados e receptivos para as situações – alertrou a Mari (aí minha barriga ainda doia, será que é de fome? – hum! que melão gostoso). Saimos em direção do baixo glicério (não conhecia este território).

– Vamos levar o andarilo.
– Seria legal.

Tiramos o andarilo da Kombi, e ele começou a cantarolar pelas ruas do centro. Chegamos em ruas sem asfalto para poder entrar em uma casa que tem a cor da rua. Pessoas trabalhando, fontes e cheiro de vontade e coisas pra fazer. Que loucura aquele lugar onde ele estava instalado. Ouvimos a mulher falar sobre o lugar (poxa onde estou?). Saímos de lá um pouco rápido, pois ainda tínhamos outras atividade ao longo do dia. Fomos em direção da minha rua minha casa. Fila, senha (minha barriga doía cada vez mais – acho que preciso de um banho).

– Vou para casa, precisamos de alguma coisa?

– Fita mini-dv você tem?
– Sim. Trago o quanto conseguir.
– Beijo

Fomos embora eu, a marina e o rodrigão.

– Pra que lado é?

– Acho que é reto.
– Será que não é para esquerda?
– Onde fica a rua das carmelitas?

Chegamos no estacionamento. E alguém ligou para o EIA na hora exata.

– Eles estão por lai oh!
– Ah! vamos deixar ela lá perto.
– Tá bom!

Pega a 23. Não vamos pela consolação deve tá melhor. Encontramos vários policias no caminho. Era comemoração de 60 anos da declaração universal dos direitos humanos.

Cheguei em casa tomei um banho rapidinho, e percebi que a minha dor de barriga era porque estava apreensivo, pois tinha começado desde o dia anterior a procurar o centro (que não sabia se era físico ou mental).

Tomei um lanche rapidinho, pois precisava voltar para mais uma viagem de trem (mais essa eu conto mais tarde).

relato: Jaime Lauriano

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2 Responses to “registros- Glicério”


  1. 1 van
    dezembro 22, 2008 às 8:01 pm

    Nem sei bem por onde comecar ou qual relato responder, pois todos esses dias que passamos juntos foram incriveis… as pessoas que conecemos ou a penas convivemos ….
    Achei incrivel ver como fazer juntos funciona tao bem…..tinha algumas duvidas antes do EIA, mas depois de conhecer foi o que me deu uma esperanca incrivel de lutar…
    Pois quandu “cai” no EIA nem sabia do que se tratava ao certo, mas me joguei, posso dizer que esses dias foram a maior deriva que tive, pois me joguei com tudo com pessoas que nao conhecia em espacos que nem sabia que existia…..e nao me arrependi um soh momento….
    pois todos os momentos foram incriveis…. ate com os que sofri….pois estes momentos me deram forca e muito aprendizado..
    Soh queria agradece-lhes por terem permitido que eu tenha vivido essas experiencias com vcs….
    agradeco a todos de todos grupos territorios individualmente e como grupo, pois se nao tivesse os dois nao seria tao incrivel…
    bjos a todos
    van jesus

  2. 2 van
    dezembro 22, 2008 às 8:04 pm

    po escrevi uma msg e o pc rejeitou…..
    to triste…
    mas soh tenho animo pra dizer
    q to agradicida por tudo e todos vcs saum incriveis


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