By mapeia

dia 17/9 – quarta
às 19h
Locomoção no meio-fio

debatedores/atores urbanos: Eliezer Santos e ZEXE.net, Alexandre Delijaicov e Mariana Cavalcante – coordenação: Eduardo Verderame
Inserção de peões/atores urbanos no jogo da Experiência Imersiva Ambiental, que por necessidade ou opção, utilizam veículos que não são bem acolhidos pelas vias de locomoção do tabuleiro da cidade.

das 19h às 22h – Piso Flávio de Carvalho – Sala Zero

esse debate foi foda! nesse dia todo mundo chegou meio atrasado (menos
os debatedores e este que vos fala), o que atrapalhou um pouco a
dinamica, principalmente no quesito horarios. o fato de ter tres
debatedores, nesse dia pegou pesado, porque todo mundo tinha muito a
dizer e quem acabou prejudicada foi a Mariana que foi a terceira a
falar e quase nao teve tempo. ou seja, coisas para aprender para os
proximos debates.
quem começou falando foi o Alexandre, que teoricamente teria de sair
mais cedo (mas que acabou ficando até o fim). ele bateu forte na
estrutura da cidade, centrada no automovel e na ideia do lucro
capitalista (da exploração). comentou sobre onde e como as bicicletas
devem andar na cidade (faixa da direita) e de como nao sao
respeitadas. ainda assim, ele cruza a cidade todo dia de bike e diz
que vai mais rápido do que se fosse de onibus, por exemplo.
contou um  pouco dos fluxos fluviais da cidade que fizeram parte da
historia de SP e que hoje nao tem mais nenhuma importancia, a ponto de
terem sido todos corregidos para virar vias de fluxo automotivo.
comentou que essas vias fluviais era o verdadeiro motivo da fundação
de sao paulo, pois eram utilizados como porto (ladeira porto geral,
sao miguel, pinheiros), e para adentrar no interior (tiete). esses
fluxos devem ser reabilitados, segundo ele, para a circulaçao de
mercadorias dentro da cidade. igualmente comentou sobre o desmanche
das linhas ferreas do brasil, que estrangulam e condicionam o
escoamento da producao para as rodovias.
o Eliezer começou sua fala apresentando o trabalho que ele faz parte
que foi organizado pelo artista catalao Antonio Abad, onde ele
distribuiu celulares e cameras fotograficas para um grupo de motoboys
de SP para eles registrarem seu dia a dia. o projeto entretanto
inicialmente comcebido para os motoboys de SP demorou muitos anos para
ser implementado por questoes de patrocinio. enquanto o patrocinio por
aqui demorou a sair, ele realizou esse projeto com os taxistas da
cidade do mexico, com as prostitutas de madrid, com a comunidade
cigana de barcelona e outros grupos que interessavam a ele. em 2007
finalmente conseguiram fazer em SP. o Eliezer destacou muito a questao
da uniao entre os motoboys por um lado e por outro (paradoxalmente) da
falta de uniao em muitos outros aspectos, principalmente na
regularizacao de direitos. segundo ele a prefeitura quer muito
regularizar os motoboys, principalmente para cobrar taxas, mas nao
abre dialogo para saber as necessidades. então quando um projeto é
implementado é sempre na base de lei e nem sempre atende as
necessidades da categoria. sobre motoboys: sao cerca de 600.000
motocicletas, com um crescimento acelerado nos ultimos 5 anos. a
tecnologia da moto tem melhorado e logo as motos serao menos poluentes
do que hoje (a moto polui mais que o carro). falou-se sobre novos
combustiveis que já existem e que são bem menos poluentes. a
consciencia entre eles é também muito necessaria, pois cada moto por
ex. utiliza cerca de um litro de oleo por mês e o descarte deve ser
feito de maneira consciente. outro ponto que se tocou foi a segurança,
já que pela categoria nao ser oficializada (pelo fato dos motoboys e
motoqueiros nao querer seguir nesse ramo como atividade fixa), nao
existem direitos trabalhistas na maioria dos casos e muita gente se
acidenta, sendo computada uma morte por dia (mais ou menos) em sao
paulo, fora os acidentes nao fatais, com alto indice de amputacoes e
fraturas.
a grande critica que surgiu de uma pessoa na audiencia seria se nao
estariam eles equivocados promovendo a uniao de uma categoria que
sequer existe, e que seria nociva para o meio ambiente, e um esteio da
ordem capitalista, já que nunca esta frota seria renovada por
combustiveis menos poluentes, já que nao é do interesse das grandes
industrias de motores e que inevitavelmente levaria ao colapso. o
Eliezer respondeu que isso já não tem volta no sentido de que já
existe essa força de trabalho e a demanda para ela continuar e que
seria um retrocesso parar as tentativas de organizar a classe. sobre a
questao do combustivel comentou que existe esse sentimento de
catastrofe, mas que para as pessoas que estao trabalhando isso acaba
ficando em segundo plano.
A Mariana sugeriu que nosso encontro com ela fosse feito em outro
momento porque havia pouco tempo para explorar o que ela sugeria.
basicamente ela queria olhar conosco um mapa e comentar a cidade para
começar a montar o jogo. mas nesse momento das discussoes estava
dificil, porque todos estavam um pouco inflamados e falando muito.
deixamos realmente para outra ocasião.


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