By mapeia

dia 11/9 – quinta

às 19h

Ambientes virtuais e campos de imersão

debatedores/atores urbanos: Diogo Laudelina, Amadeu Zoe e Lucas Bambozzi – coordenação: Milena Durante
Como os ambientes virtuais podem contribuir no estabelecimento, expansão e fortalecimento das redes coletivas e como a ampliação do acesso à tecnologia e suas possibilidades são estratégicas na transformação das relações sociais.

das 19h às 22h – Piso Flávio de Carvalho – Sala Zero

o primeiro debate foi muito bom. compareceram cerca de 30 pessoas, um pouco mais.
demoramos um pouco para começar para esperar o Diogo, e decidimos não utilizar o microfone.
após uma rápida apresentação, pedimos aos nossos convidados para se apresentar eles mesmos.
quem começou foi o pessoal do Barulho.org, que discorreram sobre a prática deles.
uma impressão que me ficou foi a da vulnerabilidade do grupo contra as leis da cidade (lei do psiu, por ex.), e que por vezes eles tinham de encerrar tudo na hora. o Amadeu citou o termo “legalista” (hhehehehe). por vezes eu também tenho essa sensação de que as politicas mais do que aproximar, fazem de tudo para afastar as pessoas.
acho que a grande sacada deles é essa: eles fazem contatos com pessoas, fazem uma festa grátis, onde todos podem entrar e participar, pois é tudo na rua, e isso é liberdade de expressão no duro. eles fazem o Barulho já faz uns dez anos.
a fala seguinte foi a do Lucas Bambozzi. o Lucas tinha preparado algumas coisas para mostrar, mas na hora percebeu a nossa pegada e falou dos projetos que ele achava que tinham mais a ver. achei isso bastante inteligente da parte dele.
primeiro falou do artecidade, deixando claro que era um projeto com o qual ele tem bastante reservas, até mesmo ideologicas e tal. ele falou de um projeto que ele fez que era uma kombi que se deslocava pela cidade e pegava depoimentos de pessoas por onde ia, e promovia a interatividade com as pessoas de dentro da fabrica matarazzo, atual casa das caldeiras, onde aconteceu a mostra. o projeto dele foi questionado sobre o seu real valor, pelo proprio Nelson Brissac (para quê ficar mostrando e gravando horas de depoimentos que depois nunca mais serão vistos, etc.). o Lucas apontou para um lado obscuro do artista, que é essa frustação de as vezes nao conseguir se desvencilhar dos interesses das instituições quando voce é contratado, de ter contas para pagar, de ter de se sujeitar a fazer coisas que ele não gosta. ele falou uma muito boa, que é a de que nós passamos metade da vida na frente da tela de um computador e que ele  nas horas vagas não quer nem ver a cara do computador…
o Diogo pegou o gancho do Lucas e falou desse processo que foi desde a consciencia de que não queriam trabalhar para terceiros, e que o melhor era desenvolver a linguagem propria, um grupo proprio e ligado o software livre.
ele explicou que o barato do Software livre é que no esquema tradicional voce fica restrito a ferramentas que nem sempre servem para o que voce quer e não pode alterá-las. o SL voce pode criar a prpopria ferramenta, no melhor estilo faça voce mesmo. também comentou que nenhum fiscal tem poder contra eles, porque os codigos sao todos abertos e eles não podem ser acusados de pirataria, por exemplo.
a rodada de discussoes foi bem acalorada, e circulou entre esse assunto das relaçoes de trabalho (principalmente) dentro do novo paradigma da era dos computadores, e de como existe pouco espaço fora das corporaçoes e dos espaçoes institucionais.

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3 Responses to “Debates: Ambientes Virtuais e Campos de Imersão”


  1. novembro 12, 2008 às 5:44 pm

    Bem creio que a solução mais plausível esta no surgimento de Grupos de atuÇÃO QUE VARIAM DE 3 A 7 COMPONENTES PARA BUSCAREM VISIBILIDADE PROFISSIONAL E ATUAÇÃO COM POSSIBILIDADES DE TROCAS NAS INVERTIÇAÇOES DE TRABALHOS E DESENVOLVIMENTO ARTISTICO ASSOCIADO AO TALENTO E AUTONOMIA DE TRABALHO.

  2. 2 Naty
    novembro 21, 2008 às 10:13 pm

    Legal! Sabe, essa coisa do Barulho me chamou a atenção. Outro dia fui pra BH e, na rua, das 16h às 20h,mais ou menos, tava rolando uma balada semanal. As pessoas vão, dançam, se arrumam pacas pra fazer passos, é um lugar de interação absurda! Voltei pra Sampa com vontade de saber: existe um lugar aqui em que isso acontece? Assim, de graça, na rua? Será que o Barulho é isso?

    Daí, segui lendo… e fiquei a fim de saber: que tipo de coisas vcs desenvolvem na internet com os SL?

  3. 3 mapeia
    novembro 24, 2008 às 4:03 am

    oi Nat, o Barulho.org faz mais ou menos isso aí que vocie faloou que viu em BH. tenta ficar esperta que eles sempre fazem algum barulho por aí, inclusive durante o EIA.
    quanto a SL estamos muito aquém do que gostaríamos, mas temos um site que estamos começando a carregar com os arquivos do EIA em SL. outros amigos como a Cooperativa Laudelina realmente trabalham com isso e acabam desenvolvendo coisas bem legais.


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